Por que o Marketing Jurídico virou obrigatório (mesmo pra quem “não gosta”)
A indicação continua existindo, mas hoje quase sempre acontece assim: o cliente recebe seu nome e te procura no Google ou no Instagram antes de chamar.
E é aqui que muita gente perde oportunidades:
- perfil confuso
- conteúdo que não explica nada
- site inexistente
- ou comunicação com cara de “promoção”
Marketing para advogados não é vender causa. É construir confiança antes da primeira conversa.
Marketing jurídico, marketing na advocacia e publicidade: o que é o quê?
Pra parar de confundir de vez:
- Marketing jurídico: estratégia (posicionamento, público, mensagem, canais, metas).
- Marketing na advocacia: a prática (conteúdo, SEO, site, redes, anúncios).
- Publicidade na advocacia: comunicação permitida, com caráter informativo.
- Propaganda (estilo varejo): o que costuma dar problema (promessa, oferta, sensacionalismo).
O que o Provimento 205 OAB permite (na prática)
Pense numa regra simples:
✅ Pode informar
❌ Não pode captar clientela como se fosse comércio.
✅ Pode (quando é informativo e sóbrio)
- Conteúdo educativo (posts, vídeos, artigos, lives temáticas)
- Site e blog com páginas por serviço (“Como funciona”, “documentos”, “prazos”)
- SEO para aparecer no Google
- Anúncios no Google (pesquisa) levando para página informativa
- Impulsionar conteúdo educativo (sem promessa e sem “oferta”)
- Newsletter para relacionamento com quem pediu / base de clientes
⚠️ Atenção (zona cinzenta: dá pra fazer, mas com cuidado)
- Bastidores (desde que discretos e profissionais)
- Depoimentos (em geral, melhor evitar)
- “Antes e depois” de caso: evite
- Exposição de valores: via de regra, evite
❌ Evite (alto risco)
- Promessa de resultado (“ganha”, “garantido”, “100%”)
- “Promoção”, “desconto”, “parcelamos”
- Comparações (“o melhor”, “o mais rápido”)
- Print de conversa, caso identificável, “troféu de decisão”
- Sensacionalismo e conteúdo que ridicularize a profissão
Checklist do advogado: “posso postar isso?”
Antes de publicar, passa esse filtro:
- Isso é informativo ou parece convite pra contratar agora?
- Tem promessa, urgência artificial ou vantagem (“aproveite”, “últimas vagas”)?
- Tem cliente/caso/print/resultado identificável?
- Está sóbrio, profissional e coerente com a advocacia?
- O CTA está ok? Prefira:
- “Saiba mais”
- “Entenda como funciona”
- “Agende uma conversa”
O que mais funciona hoje no Marketing na Advocacia (sem complicar)
1) Conteúdo que responde dúvidas reais
Use as perguntas que já chegam no seu WhatsApp:
- “Quais documentos preciso?”
- “Qual o prazo?”
- “Quanto tempo demora?”
- “Quais os riscos?”
- “Como funciona o atendimento?”
2) Google (SEO) como ativo
SEO é forte na advocacia porque pega demanda pronta: a pessoa já está procurando uma solução.
3) Redes sociais como confiança
Redes funcionam como “prova de presença”: consistência, clareza, didática e postura.
FAQ (para SEO)
O que é o Provimento 205 OAB?
É a norma que orienta a publicidade na advocacia e traz critérios mais claros para divulgação, com foco em comunicação informativa e sem mercantilização.
Marketing jurídico é permitido?
Sim, desde que seja informativo, discreto e ético, sem promessa de resultado e sem captação indevida.
Como fazer marketing para advogados sem infringir regras?
Com conteúdo educativo, SEO, site, redes sociais com sobriedade e, quando usar anúncios, levando para páginas informativas e sem linguagem de “promoção”.
O que não pode no marketing na advocacia?
Prometer resultado, expor casos/cliente, fazer propaganda estilo varejo, usar sensacionalismo, “desconto”, “promoção” e qualquer tom de captação agressiva.



